29 de abr de 2011


- Não é a aparência menos jovem ou menos bela, 
mas sim o peso da inconformação com isso.

- Não é olhar para trás e ver que muito se perdeu por lá, 
mas deixar de notar o quanto se pode ganhar no "já".

- Não é ter alguns movimentos limitados por ela, 
mas sim não perceber que a vida continua em movimento contínuo
e equilibrado para cada fase de si mesma.

- Não é ser rejeitado pelos mais jovens, 
mas sim esquecer das vantagens que a experiência e a vivência sempre trazem.

- Não é ser esquecido em convites para festinhas de "embalo",
mas sim ignorar que é sempre tempo para se fazer da vida uma festa.

- Não é a tão frequente ausência de romantismo, 
mas sim a descrença no amor, que não escolhe tempo.

- Não é a frustração de ver-se excluído da chamada "moda jovem",
mas a não percepção de que bom gosto nunca sai de moda.

- Não são os finais de semana diante da televisão, 
mas sim a recusa em reconhecer que há outras alternativas
menos enfadonhas e repetitivas.

- Não é a crença de que o raciocínio torna-se mais lento, 
mas sim dar-se como incapaz para novos aprendizados 
e parar de exercitar a inteligência.

- Não é o dizer-se "realista", 
mas sim dar adeus aos sonhos ainda não realizados e desistir de sonhar.

Mas o grande e MAIOR preço que pode se pagar pela idade 
é desistir de si mesmo,
crer que a Vida se acabou quando ela mal começou. 

Autora: Silvia Schmidt 

3 comentários:

Monalisa Macêdo. disse...

Adorei o texto.! Muito bom.

Arnoldo Pimentel disse...

Um texto que nos leva a refletir sobre nossos valores.Beijos.

Meu Frenesi disse...

Tenho medo de envelhecer, mas reconheço que é apenas um medo...